CLM - ESTUDANTES DO IFSP – CAMPOS DO JORDÃO PARTICIPAM DE CONFERÊNCIA NO PERU
Estudantes da Licenciatura em Matemática e da Licenciatura em Pedagogia participaram em agosto da 8ª Conferência Internacional de Etnomatemática em Cusco, Capital do Império Inca, no Peru. O evento ocorreu na Universidad Nacional de Santo Antonio Abad del Cuzco e os/as estudantes apresentaram os resultados de suas investigações desenvolvidas a partir de atividades de ensino, de pesquisa, de extensão e de internacionalização.

Figura 1 - Estudantes na 8ª Conferência Internacional de Etnomatemática
A estudante Franciele Gislaine Araujo Pereira apresentou parte dos resultados de sua pesquisa de Iniciação Científica com o trabalho “Etnomatemática das Encruzilhadas: uma interpretação dos saberes e fazeres a partir da narrativa de uma Mãe de Santo” que teve como objetivo interpretar os saberes e fazeres matemáticos do povo de terreiro a partir da narrativa de uma Mãe de Santo brasileira. A pesquisa foi orientada pelos professores Everaldo Gomes Leandro (IFSP - CJO) e Elísio Machikane Tivane da Universidade Pedagógica de Maputo – Moçambique e pela professora Maura Araujo Dias (IFSP - GRU). A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Figura 2 - Franciele apresentando sua pesquisa
As estudantes Maria Eduarda de Campos Santos e Emilly Aparecida do Amaral Batista da Silva divulgaram sua pesquisa “A Etnomatemática enquanto possibilidade de Insubordinação Criativa na Educação Básica: aproximações teóricas possíveis”. Neste trabalho, as autoras objetivaram investigar a Etnomatemática enquanto possibilidade de Insubordinação Criativa na Educação Básica a partir das aproximações existentes entre essas duas correntes. A pesquisa foi orientada pelos professores Jailton Bartho dos Santos (IFSP – CJO) e Everaldo Gomes Leandro.

Figura 3 - Maria Eduarda e Emilly apresentando sua pesquisa
Os estudantes Allan Rafael Lemes Marcondes e Franciele Gislaine Araujo Pereira levaram para o evento uma oficina intitulada por “O Jogo da Onça em Aulas de Matemática: história e cultura dos povos Guarani, Bororo e Manchineri na Educação Básica”. Tal oficina foi estruturada a partir das reflexões oportunizadas pelo Projeto de Curricularização da Extensão da Licenciatura em Matemática desenvolvido no primeiro semestre de 2026. A oficina teve como objetivo discutir uma proposta de prática com o Jogo da Onça em salas de aula de Matemática. O trabalho foi orientado pelos professores Everaldo Gomes Leandro e Antônio José de Lima Batista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas – Campos Carmo de Minas. As ações do projeto de curricularização contaram com apoio financeiro da Coordenadoria de Extensão do campus Campos do Jordão.

Figura 4 - Allan e Franciele desenvolvendo sua oficina
Por sua vez, o estudante Alessandro Luciano Deodato da Silva e as estudantes Isabella Oliveira da Silva e Luana Gabrielle Israel Custódio desenvolveram no evento a oficina “Yoté na Educação Básica: aprender a jogar e planejar a aula de Matemática partindo de um jogo da África Ocidental”. Os autores objetivaram refletir sobre uma proposta de prática com um jogo africano, o Yoté, no ensino da Matemática. O trabalho foi orientado pelos professores Everaldo Gomes Leandro e Antônio José de Lima Batista do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas – Campos Carmo de Minas.

Figura 5 - Alessandro, Luana e Isabella desenvolvendo a oficina
As estudantes e servidoras do Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE), Jade Marielly de Souza Pereira e Emilly Rafaela Lúcio de Lima desenvolveram a oficina “Trançando saberes: cultura afro-brasileira e etnomatemática nas tranças nagô”. Por meio desta, objetivaram relacionar o processo histórico-cultural das tranças nagô aos conhecimentos matemáticos presentes em sua elaboração, fundamentando-se nos princípios da Etnomatemática e na valorização da Lei 10.639/03. Neste evento, o trabalho foi orientado pelo professor Everaldo Gomes Leandro.

Figura 6 - Emilly e Jade desenvolvendo sua oficina
O sexto trabalho, apresentado em formato de pôster, foi desenvolvido pela estudante Amyra Reis Zerati Teixeira com o título de “Insubordinação criativa no ensino público brasileiro em relação a práticas de ensino Africanas”. Nele a autora buscou investigar a matemática contida nos sona (desenhos tradicionais na areia), analisando a viabilidade de integrar essas técnicas ao ensino de geometria na educação básica brasileira, tendo como referencial teórico o livro “Vivendo a matemática: Desenhos da África” de Paulus Gerdes.

Figura 7 - Amyra apresentando seu pôster.
A ida dos estudantes ao evento foi viabilizada parcialmente pelo Edital 47/2026 de apoio à participação discente em eventos científicos e tecnológicos (PIPDE) ao destinar R$ 12.500,00 para custeio de inscrição, passagens, hospedagem e/ou alimentação. Os/as estudantes e orientadores/as também agradecem todas as contribuições de amigos, professores e familiares, que foram fundamentais para tornar possível a divulgação dos trabalhos neste importante evento internacional.

Figura 8 - Estudantes no passeio cultural na Laguna Humantay
Redes Sociais